• 10 Out 2019

Ibovespa sobe após Trump anunciar encontro com vice premiê da China; dólar perde força

Mercado não tem uma direção definida, mas o câmbio reflete temores de que o Fed não acelere ritmo de corte de juros

Por Ricardo Bomfim ( 
Fonte: divulgação infomoney

O Ibovespa acelera alta nesta quinta-feira (10) após o presidente americano, Donald Trump, anunciar que irá se encontrar amanhã com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, para discutir o acordo comercial. Já o dólar continua subindo, embora menos, por conta dos dados de inflação dos Estados Unidos e as vendas do varejo aqui.


O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA ficou estável, ante a expectativa mediana do consenso Bloomberg, que era de aumento de 0,1%. Analistas entendem que alguns elementos da inflação não foram tão ruins assim e podem reforçar o discurso dos membros do Federal Reserve que não querem subir juros.


Já por aqui saíram as vendas do varejo medidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registraram uma retração de 0,1% em agosto ante expectativa de crescimento de 0,2%. Na comparação com agosto de 2018 (série sem ajuste sazonal), o comércio varejista avançou 1,3%. Com isso, o acumulado do ano ficou em 1,2%.


Os dois dados reforçam a situação de Selic caindo mais rápido do que as Fed Funds nos EUA, o que prejudica as operações de carry-trade. Desse modo, mais investidores buscam dólares e fogem do real, que se torna menos atrativo.


Às 11h08 (horário de Brasília) o Ibovespa tinha alta de 0,86% a 102.115 pontos.


Enquanto isso, o dólar comercial sobe 0,37% a R$ 4,117 na compra e a R$ 4,1188 na venda. O dólar futuro para novembro registra ganhos de 0,16% a R$ 4,1225.


No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 recua cinco pontos-base a 4,66% e o DI para janeiro de 2023 tem queda também de sete pontos-base a 5,77%.


As notícias vindas do exterior são confusas. Ao mesmo tempo em que se fala que os Estados Unidos estariam dispostos a abrir mão de fazer o aumento de tarifas sobre produtos chineses marcado para o dia 15 de outubro, também há rumores de que a delegação chinesa poderia encurtar a viagem que deveria acabar só amanhã à tarde, pois os chineses estariam irritados com a relutância dos americanos em adiar essas tarifas.


A Casa Branca, porém, disse à CNN que não está ciente da mudança nos planos do vice-primeiro-ministro chinês Liu He, enquanto a CNBC acrescenta que as informações do jornal da China eram imprecisas e que o retorno de Liu segue previsto para sexta-feira à noite.


O ponto mais sensível para a China nesse acordo comercial é a questão de propriedade intelectual na Huawei. Segundo o New York Times, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, poderia conceder licenças que permitissem às empresas americanas venderem suprimentos não sensíveis à Huawei.


Já no Brasil, os investidores ficam animados com a aprovação no Congresso do projeto que divide os recursos do megaleilão do pré-sal.




Congresso


O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5478/19, que define o rateio, entre estados e municípios, de parte dos recursos do leilão de petróleo do pré-sal, a ser realizado no próximo dia 6 de novembro. A matéria será enviada ao Senado. O dinheiro a ser repartido é uma parte do chamado bônus de assinatura, que totaliza R$ 106,56 bilhões. A estimativa de extração do bloco a ser licitado é de 15 bilhões de barris de óleo equivalente.


Ontem, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o edital do megaleilão do óleo excedente da cessão onerosa. Do valor total do bônus de assinatura, R$ 33,6 bilhões serão descontados pela União para pagar a Petrobras na revisão do contrato original, fechado em 2010.


Do restante (R$ 72,9 bilhões), 15% ficarão com estados, 15% com os municípios e 3% com os estados confrontantes à plataforma continental onde ocorre a extração petrolífera. Os outros 67% ficam com a União (R$ 48,84 bilhões).


O acordo firmado entre os partidos, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal prevê que o rateio entre os municípios seguirá os coeficientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e que o rateio entre os estados obedecerá a dois parâmetros: 2/3 proporcionalmente aos índices de repartição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e 1/3 segundo os critérios de ressarcimento por perdas com a Lei Kandir.


O Plenário do Congresso Nacional aprovou também o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020. O texto (PLN 5/19), que prevê salário mínimo de R$ 1.039 no próximo ano, será enviado à sanção presidencial. O projeto aprovado na forma do substitutivo manteve o reajuste do salário mínimo apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), projetado de 4,11%.


O valor efetivo poderá ser redefinido, entretanto, mais perto do começo do próximo ano, quando já estiver disponível o índice de inflação acumulado com os meses de outubro e novembro.


O Congresso Nacional também aprovou o remanejamento R$ 3,04 bilhões do Orçamento da União para vários órgãos do Executivo, contemplando também emendas parlamentares. A matéria segue para sanção do presidente da República.



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Fonte: https://www.infomoney.com.br/mercados/dolar-sobe-com-dado-de-inflacao-dos-eua-e-ibovespa-opera-entre-perdas-e-ganhos/

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